Uma das grandes dificuldades encontradas pelos moradores pinhaenses daquela época era com referência ao transporte; devido ao fato da região ser constituída por grandes extensões de terras, poucos eram os caminhos que levavam a comunicar-se com Curitiba. As vias de acesso eram limitadas, sendo a principal a estrada de ferro. Outro caminho utilizado era o carreiro que seguia junto aos canos da Companhia de Água e Esgoto do Paraná. Muitos lavradores da região, que iam comercializar seus produtos em Curitiba, utilizavam-se desse caminho. O fato de o mesmo apresentar regiões alagadiças tornava praticante inviável o deslocamento das carroças durante o período das chuvas.

Além de o caminho apresentar uma estrutura precária para o trânsito de automóveis, outro fator agravante era a região estar cercada por rios e mananciais de água potável. Nesse sentido, a comunicação ficava comprometida; isso porque à época, para ter acesso a Piraquara via Estrada do Encanamento, era necessária autorização do Departamento de Água e Esgoto (DAE) para passar pela barreira, espécie de cancela que ficava onde hoje é a Fundação Sanepar, junto a rodovia João Leopoldo Jacomel.

Outra via de acesso à capital era um outro caminho que ia até o Atuba, e de lá para Curitiba. "Primeiro tinha que dar a volta até o Atuba, quatro Barras [...] pela Estrada da Graciosa para chegar até o Alto da Glória e o centro de Curitiba", recorda Iassy Kaudy.
No entanto, durante os primórdios da povoação de Pinhais, o meio de acesso mais utilizado para comunicar-se com Curitiba era mesmo o trem.

Inicialmente só existia o que saía de Paranaguá, e que "passava por aqui dez e meia, mas partia de Curitiba às quatorze horas, então não dava para você fazer nada", conta Gabriel Alves dos Santos. Mais tarde, a partir da década de 1950, foi criada a linha do trabalhador, e nela iam e vinham os moradores de Roça Nova, Piraquara, Pinhais (e da região como um todo), para trabalhar ou fazer compras em Curitiba. Esse trem partia da Estação de Roça Nova e passava por Pinhais ás 06:10 min. Era o trem, cujo bilhete apresentava o preço mais acessível e por isso, era o preferido da grande maioria dos moradores da região; não tinha estação certa de parada: parava ao longo do trajeto, como os ônibus atualmente. O retorno se dava à tarde, partindo de Curitiba à 17h50.

A partir da década de 1950, o eixo que ligava Pinhais a Curitiba recebeu uma significativa melhoria; o caminho foi ampliado e recebeu o nome de Estrada do Encanamento. Nesse mesmo período começou a circular o primeiro ônibus coletivo em Pinhais, ligando o município de Piraquara a Curitiba, passando por Pinhais. Essa linha de ônibus ficou conhecida como "ônibus do Bimba", referência ao apelido do proprietário dos veículos que prestavam o serviço, Pedro Pinto de Castro.

A partir dos anos 60, a empresa Expresso Azul diversificou as linhas e os horários, passando a prestar o serviço de transporte coletivo na região de Pinhais.

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